Doutorado

Aluno: Renato Ribeiro de Nogueira Ferraz
Orientadora: Profa. Dra. Ita Pfeferman Heilberg
Título: “Preservação de amostras de urina para avaliação metabólica de pacientes litiásicos”.

Resumo

A avaliação metabólica de pacientes litiásicos baseia-se na determinação do cálcio, oxalato, citrato, ácido úrico e outros parâmetros em urinas de 24 horas coletadas sob dieta habitual. Para uma dosagem confiável do oxalato urinário, sugere-se que a coleta de urina seja realizada em um recipiente contendo conservante ácido. No entanto, ácido úrico, sódio e potássio não podem ser determinados na mesma amostra sob esta condição de acidificação prévia. Diante destas dificuldades, a presente pesquisa objetivou testar a hipótese de que a adição de conservantes (ácido ou alcalino) após completada a coleta de urina de 24 horas não altera os resultados dos parâmetros envolvidos na litogênese. Métodos: Trinta e quatro (34) indivíduos sadios foram submetidos a duas coletas de urina de 24 horas em ocasiões não consecutivas. A primeira amostra foi coletada em um recipiente contendo ácido clorídrico (HCl 6N, 20 ml/L) e a segunda em um recipiente seco, sendo o HCl adicionado somente quando a amostra foi entregue ao laboratório. Adicionalmente, 34 indivíduos sadios e 34 pacientes litiásicos coletaram uma amostra isolada de urina que foi dividida em 4 alíquotas, uma contendo HCl, outra contendo bicarbonato de sódio (NaHCO3 5g/L), e outras duas nas quais estes 2 conservantes foram adicionados 24 horas mais tarde. Oxalato, cálcio, magnésio, citrato, ácido úrico e creatinina foram determinados. Estes parâmetros urinários também foram determinados na presença de cristais de oxalato de cálcio e ácido úrico. Resultados: Os valores médios de todos os parâmetros determinados nas amostras de urina de 24 horas previamente acidificadas não diferiram daqueles onde o ácido foi adicionado após a coleta de urina. O mesmo ocorreu nas amostras isoladas de urina, com exceção do citrato urinário que apresentou uma pequena, porém significante redução de 5,9% nos indivíduos normais e de 3,1% nos pacientes litiásicos nas amostras com acidificação tardia. Os valores do ácido úrico urinário também não diferiram entre as amostras isoladas de urina submetidas à alcalinização prévia ou posterior. A presença de cristais não alterou estes resultados. Conclusão: A acidificação ou alcalinização das amostras de urina após a entrega ao laboratório não altera os valores do oxalato, cálcio, magnésio, ácido úrico e creatinina, e a redução nos valores do citrato não foi relevante, permitindo que todos os parâmetros possam ser determinados em uma única amostra de urina, evitando a inconveniência e o custo de múltiplas coletas de urinas de 24 horas.


 

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